Vida dupla

A rotina estabeleceu-se finalmente, pelo menos nas segundas, terças e quartas. Nestes dias acorda-se cedo, demasiado cedo. Acorda-se quando ainda não se vêem os prédios da frente devido ao nevoeiro e à escuridão. As aulas ocupam os dias todos, apenas com algumas pausas, os transportes públicos que teimam em partir antes de mim, as horas de ponta com filas de carros, as corridas e o stress logo pela manhã para não chegar atrasada. Estes dias parecem ter mais de 24 horas, e no final do dia não se aguenta e não há paciência para muito, a não ser dormir. Porém, nos restantes dias da semana, a rotina quebra-se. Volta-se para a verdadeira casa a meio da semana, não há aulas, não há trabalho, são dias de ronha e são para descansar. Apesar de ter apenas três dias de aulas, estes dias são chatos e esgotantes. Parece que vivo uma vida dupla agora, três dias a trabalhar, e quatro a descansar. Metade da semana em Lisboa e a outra metade em Castelo Branco. Mas é de aproveitar enquanto dura, porque em Novembro esta brincadeira acaba e começa a doer a sério, todos os dias sem parar, fins de semana incluídos. 

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