REVIEW | DEI-TE O MELHOR DE MIM

Depois de tanto tempo à espera, hoje foi dia de finalmente ir ao cinema para ver o novo filme baseado no livro Dei-te o Melhor de Mim de Nicholas Sparks. E damn!, a espera compensou. Já li o livro há muito e por isso,  haviam muitos detalhes da história que não me lembrava, e pior que isso, não me lembrava do final! Debati-me durante o filme para me tentar lembrar de como aquela história de amor acabava, mas não consegui, e quase pareceu que estava a ouvi-la a ser contada pela primeira vez.
Michael Hoffman com o auxílio de Nicholas Sparks, conseguiu passar a história do papel para o grande ecrã com uma grande delicadeza e subtileza, e focou-se nos detalhes de uma forma extraordinária - os cenários eram tal e qual àquilo que imaginei quando estava a ler o livro. Mas talvez se tenha focado demasiado no bonito, e a história deixou de ser um diamante em bruto para passar a ser mais um diamante bonito e polido. Faltaram alguns detalhes da história que poderiam ter dado mais genuinidade e sinceridade à história. Contudo, fora este pequeno detalhe que só quem leu o livro o vai detectar, a história está bem retratada.
A prestação dos atores James Marsden - interpreta Dawson Cole em adulto - e Michelle Monaghan - interpreta Amanda Collier em adulta -  repôs a genuinidade que ficou em falta devido à ausência de alguns detalhes da história, e não querendo desprezar o trabalho de Luke Bracey - interpreta Dawson Cole aquando jovem - e de Liana Liberato - interpreta Amanda Collier aquando jovem -, dou-lhes também o mérito de nos impossibilitarem desviar a atenção para algo que não seja o filme. A cumplicidade entre os atores no grande ecrã é visível e imprescindível para esta história de amor, e algumas vezes fazem-nos suspirar por uma cumplicidade igual.
A cronologia desta história não é linear como já tinha referido num outro post, e ao longo do filme damos por nós a ansiar por saber o que aconteceu quando Dawson e Amanda eram jovens e a tentar desvendar os conflitos entre ambos no presente. E só aos poucos e poucos é que se vão descobrindo os detalhes deste primeiro amor e o que aconteceu realmente há vinte e um anos atrás que obrigou ambos a seguir caminhos diferentes na vida. 
Pessoalmente, gostei bastante do filme, mas claro que sou suspeita porque sou uma apaixonada por romances deste gênero. E para aqueles que partilham esta paixão, acho que vão gostar igualmente do filme, e para aqueles que não partilham, acho que podem vir a surpreender-se com o rumo da história e podem ficar também agarrados ao grande ecrã. Confesso que este não foi nem de longe o meu filme preferido relacionado com os livros de Nicholas Sparks, até porque o Diário da Nossa Paixão, Um Refúgio para a Vida, A Melodia do Adeus e Juntos ao Luar ocupam um lugar muito especial no meu coração e seria preciso um filme e uma história muito boa para conseguir ultrapassar algum destes.
Se este é mais um filme típico baseado numa obra do Nicholas Sparks? Sim, é. Se é mais uma história clichê de um casal jovem apaixonado separado pelas partidas da vida? Sim, é. Até porque não seria um filme romântico se assim não o fosse.
Imdb: 6,2/10 
Review: 7,0/10

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