Hoje escrevo de coração partido porque te foste embora e eu não estava preparada para que o fizesses. Olho para trás e não consigo pensar num único momento da minha vida em que não estiveste presente; nos mais difíceis, em que mesmo não compreendendo a situação em teu redor, ficavas ali ao meu lado só para me confortar; e nos mais felizes em que abanavas a tua pequena cauda com o maior entusiasmo do mundo só por nos veres alegres. Estiveste lá sempre, e agora não consigo imaginar o não estares lá. Não consigo conceber a ideia de voltar a casa e não estares à porta de casa para me receber com aquela tua alegria estonteante - e vai custar tanto voltar sabendo que não irás lá estar. Nem consigo imaginar olhar para a lareira - o teu cantinho - e não te ver lá enroscado na tua alcofa. Dói tanto só de pensar nisso. 
Relembro com o rosto lavado em lágrimas aquele Natal em que te conheci há quase catorze anos. Em que uma miúda de 8 anos entrou pela sala a dentro eufórica por abrir os presentes, esperando desembrulhar um pluto a pilhas, e deu de caras com uma bolinha de pêlo amorosa. E de tão assustada que ficou contigo, saltou para o sofá e ficou lá imóvel a pensar o que raio estarias a fazer ali. Mal eu sabia que ias ser uma das melhores coisas da minha vida. Foste sem dúvida o melhor cão que alguma vez poderia ter tido - amoroso, carinhoso, protector, inteligente, (...). Foste o meu melhor amigo.

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